Mostrando postagens com marcador The Who. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Who. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

OS DEZ MELHORES DE 1975 - INTERNACIONAL


Como já falei, todo colecionador tem um fascínio sobre lista dos melhores e como estas listas dão um trabalhão danado para elaborar, resolvi fazer uma para cada ano, não inclui necessariamente os discos lançados só em 1975 e sim os discos adquiridos no ano, então vamos lá, apesar das controvérsias.

1º - Physical Graffiti - Led Zeppelin - Músicos excepcionais, o rock pesado elevado ao status de arte. Disco histórico.

2º - Close to the Edge - Yes - Músicos excepcionais, o rock progressivo elevado ao status de arte. Disco histórico.

3º - Blood on the Tracks - Bob Dylan - Lamento, melancolia, sentido de adeus inevitável, humor malicioso, raiva e alegria em versos inteligentes emoldurados por voz e música emblemáticos.

4º - Quadrophenia - The Who - Ópera-rock sobre rebeldia, depressão e frustação com som furios e vigoroso.

5º - It's Only Rock'n'roll - The Rolling Stones - É apenas rock and roll (com a melhor banda do mundo), mas eu gosto.

6º - Young Americans - David Bowie - Branquelo inglês cantando soul como negro americano, supimpa.

7º - Sally Can't Dance - Lou Reed - O poeta das ruas em sua fase mais pop.

8º - Venus and Mars - Paul McCartney - Linha melódica de um famoso grupo, repleto de baladas elegantérrimas, classe total.

9º - Out of our Heads - The Rolling Stones - O frescor da juventude da maior banda de rock do mundo. Satisfação total.

10º - The Myths and Legends of King Arthur ant the Knights of the round Table - Rick Wakeman - O Rei Arthur através do virtuosismo do Mago dos teclados, sinfonia do rock.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

LP Quadrophenia - The Who



O The Who vinha de uma bem sucedida incursão no conceito denominado de ópera-rock, onde em um disco conceitual, as músicas se interligavam para contar uma história, que no caso era sobre um personagem chamado "Tommy", o filme ainda não tinha sido lançado, mas o disco tinha feito muito sucesso. Neste caso, Pete Thowsend, o criador da anterior, novamente se volta a contar uma história de um personagem que é basicamente sobre a vida de um jovem chamado Jimmy Cooper, entrando na idade adulta. O pano de fundo é a juventude mod dos anos 60, na Inglaterra. Ninguém melhor do que Pete para descrever as agruras, aventuras e desventuras de um garoto em seus momentos de rebeldia, já na segunda música, o tom é dado, visita a um psiquiatra, conselhos com um padre e demonstra-se que a segurança mental infelizmente não é obtida, daí pra frente Pete discorre sobre depressão, esquizofrenia, briga entre gangs, tudo emoldurado pelo o que de melhor o rock pode oferecer.

Som furioso, a bateria de Keith Moon (junto com John Bonham, os melhores bateristas que o rock já teve) segurando tudo e ditando o ritmo, Roger cantando como nunca e Pete estraçalhando com sua guitarra com solos memoráveis e John como sempre competentíssimo.

O conceito de "Quadrophenia" é explicitado na música de mesmo nome, poderia ser entendido como uma personalidade quádrupla (?), Jimmy é um garoto que sofre deste problema, e quando ele toma suas pilulas, sua esquizofrenia se divide e ele passa a sofrer de quadrofenia.

Discussão com os pais, saída de casa, desencanto com o rock'n'roll, emprego como lixeiro, conflitos interiores, traição, são alguns dos aspectos da personalidade de Jimmy apresentados neste extraordinário álbum duplo, Pete disseca a sociedade londrina através do seu personagem, explorando o lado selvagem, explosivo e abandonado da personalidade de Jimmy, com certeza ele está falando de uma juventude que ainda hoje permanece às margens da sociedade.

O disco é um pertardo sonoro de uma qualidade excepcional, os dois discos desfilam um rock vigoroso como o The Who sempre soube fazer, som acima da média. Apesar da excelente qualidade este disco não obteve o sucesso à altura de sua música, passou meio despercebido da grande mídia e ficou sempre à sombra do mega sucesso "Tommy" apesar de ter a mesma qualidade sonora.

Outro destaque é a excelente capa, enigmática e sombria, como o personagem, os grandes discos sempre possuem grandes capas.

Ano de lançamento: 1974

Ano de aquisição: 1975