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domingo, 7 de novembro de 2010

FESTIVAL MIMO - Wagner Tiso - 06/09/10
















Um dos mais importantes músicos brasileiros, o compositor, maestro e arranjador Wagner Tiso, foi escolhido como "Compositor Residente" desta edição do Festival MIMO - Mostra Internacional de Música em Olinda, onde teve sua obra trabalhada na Etapa Educativa do Festival, desenvolvendo uma integração com os jovens que formam a Orquestra MIMO na montagem de uma de suas suite sinfônica, apresentada nesta noite na Igreja da Sé.

Para quem acompanha sua carreira, como eu, desde o tempo do grupo "Som Imaginário" foi um prazer assisti-lo, me lembrei da primeira vez que o vi, acompanhando Gal Costa, no longínquo ano de 1977 no show "Caras e Bocas" no Teatro do Parque aqui em Recife, ele estava despontando no meio musical brasileiro, ainda pouco conhecido, fiquei embasbacado com sua performance, um show irretocável, Gal estava Divina e Maravilhosa.

Voltando ao espetáculo do MIMO, Wagner dividiu o palco com o Brasil Ensemble, Victor Biglione e Márcio Malard em interpretações primorosas, em conjunto ou em duos, principalmente com o Victor, presença mais constante no palco, os dois se entrosaram perfeitamente, era nítida a cumplicidade entre eles, com performances irretocáveis.
Fechando o espetáculo, todos se juntaram no gran finale, com a Orquestra MIMO, sob a regência do maestro Guilherme Berstein, onde tocaram Villa-Lobos e uma suíte tendo como tema principal o frevo, composto por Tiso especialmente para a ocasião, a plateia aplaudiu calorosamente. Mais um ponto positivo para o festival.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

LP Autógrafos de Sucesso - Caetano, Gil e Gal

Nesta época (anos 70), o mercado fonográfico passava por turbulências, as vendas despencavam e a solução eram as coletâneas, dificilmente encontraria-se nas prateleiras das lojas, os discos de catálogo do seu artista preferido, o máximo que se encontrava era o disco anual, era se contentar com ele e se abraçar nas coletâneas para se conhecer algo a mais de cada artista.


No caso, esta coletânea abrangia três dos mais famosos artistas da Tropicália e suas músicas representativas, com um pequeno apanhado do início da carreira do trio de Baianos. De Caetano Veloso, "Alegria Alegria", "Super bacana", "Tropicália" davam a dimensão do grande artista que ele é até hoje.

Gilberto Gil aparece com as emblemáticas "Aquele abraço", "Procissão" e "Louvação" músicas que venceram o tempo e hoje se tornaram clássicos da MPB, numa demonstração de que os artistas de hoje precisam muito ouvi-los.

Bom, o que Gal Costa fez para merecer dividir a capa com a dupla de baianos mais famosa, é um mistério, pois ela só aparece dividindo a faixa "Domingo" com Caetano.

Para quem, como eu, conhecia pouco dos tropicalistas, este LP foi uma ótima introdução, percebi que aqui no Brasil, tinhamos artistas que não deixavam nada a desejar aos de lá de fora. O Rock começava a brigar com a MPB no meu gosto musical.

Ano de lançamento: 1971
Ano de aquisição: 1975