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domingo, 7 de março de 2010

LP The Rolling Stones Nº 2 - The Rolling Stones


Mais um da fase inicial do grupo, quando ainda contava com o "maluco beleza" do Brian Jones, é visível a jovialidade e vigor das músicas desta fase, o Brian teve uma importância fundamental para plantar a raíz do som feito pelo grupo, R&B crioulo no sangue dos branquelos, "Everybody needs somebody to love" que abre o disco é um exemplo, o batidão de guitarra e baixo é irresistível, poucos conseguiram tocar tão bem o ritmo crioulo quanto os Rolling Stones, Mick Jagger como fundo vocal para salientar a parte instrumental deu o molho necessário a este blues.

O disco segue destilando muito rock calcado no blues e R&B, a harmônica de Mick em "Down Home Girl" junto a guitarra de Brian é pura emoção. "You can't catch me" tem a assinatura de um dos grandes ídolos do grupo, Chuck Berry, particularmente para Keith Richard fonte inspiradora para seus grandes riffs, o negão realmente era demais, puro balanço, em seguida um dos clássicos do grupo "Time is on my side" que inicia arrebentando com um solo de Keith, a bateria de Charlie segura tudo e determina o ritmo. O lado A finaliza com duas composições da dupla Jagger-Richard, onde fica notório a influência do rythmy and blue americano no som do grupo, ainda longe dos grandes clássicos da dupla, era evidente a qualidade musical de ambos em compor.

O lado B, inicia com mais um rock básico a la anos 50, "Down the road apiece" balanço puro, guitarra e piano acelerados num duelo elétrico, já "Under the boardwalk" é totalmente inspirada nas canções dos grupos vocais americanos do final dos anos 50, o vocal no refrão diz tudo, apesar da inspiração, o molho dado por Charlie e Brian fazem a diferença. "I Can't be satisfied" é de mais um ídolo do grupo Muddy Waters, grande músico de blues americano, reverenciado pelos grandes grupos de rock, de uma de suas músicas foi retirado o nome que batizou o grupo. Mais uma que virou clássico "Pain in my heart" curta e bela como deve ser, recheada de ótimos solos de guitarra. Mais uma inspirada e vinda direto dos anos 50, "Off the Hook" que é também da dupla Jagger-Richard, poderia ter sido composta por qualquer um dos grupos vocais americanos, batida irresistível, Charlie comandando tudo, para finalizar, "Suzie-Q" um rock vigoroso e acelerado, mostrando a pujança dos Rolling Stones.

Rock'n'roll básico como demonstração da qualidade e potencial do som elaborado pelo grupo, que seria confirmado em futuros lançamentos e transformaria eles na maior banda de rock'n'roll do mundo.

Ano de Lançamento:1965
Ano de aquisição: 1976

domingo, 18 de outubro de 2009

LP Rock'n'Rolling Stones - Rolling Stones



Na falta dos discos do catálogo oficial do grupo no mercado, tínhamos que nos contentar com as coletâneas que de vez em quando eram lançadas, sem muitos critérios. As vezes surgiam surpresas como esta, quando pela primeira vez apareceu em disco no Brasil a gravação do clássico "Route 66" na voz de Mick e Cia.

Esta coletânea se diferencia das demais por conter músicas menos conhecidas dos Rolling Stones, na maioria covers, com apenas uma da dupla Keith & Mick "19th Nervous breakdown" pouco conhecida, mas com a mesma qualidade das demais da dupla.

Com versões próprias das músicas dos grandes ídolos deles, o disco é uma aula do bom e velho rock'n'roll, com todo o frescor próprio do rock, com gravações entre 1965 e 1972, mostra o vigor na fase mais rock do grupo, quando ainda fazia parte o louco do Brian Jones.

O disco desfila cinco clássicos de Chuck Berry grande ídolo de Keith Richards, as mais conhecidas e geniais "Little Queenie" e "Carol" em versões "ao vivo" simplesmente fantásticas, com outras menos conhecida como "Come on", "Talkin' about you baby" e "Bye bye Johnny" (rockão vigoroso) não menos sensacionais. Outro destaque é "I Just wanna make love to you" do papa do blues Willie Dixon, numa versão que deveria transformá-los em co-autores.

Coletânea de primeira linha, para a melhor banda de rock do mundo.

Ano de lançamento: 1974

Ano de aquisição: 1975

sábado, 10 de outubro de 2009

LP Beatlemania - The Beatles


"Doze títulos recentemente gravados, inclusive vários favoritos de grandes sucessos em shows - são apresentados nos dois lados deste disco"............
............"Espero que não deixe você sem folêgo suficiente para voltar ao lado um e começar tudo de novo com os Beatles", estas duas frases escritas no início e fim do comentário que ilustrava a contra capa deste LP, é uma demonstração de quão louco, ávido e complicado era o mercado fonográfico quando se tratava de Beatles. A gravadora nacional lançava discos sem critérios, misturando músicas, sem adotarem ordem cronológica, mudando capas de discos, com a real intenção de confundir os fãs do grupo, o que foi o meu caso, que comprei este disco pensando ser o primeiro dos Fab Four, só depois de alguns anos, aí já mais entendido, verifiquei que o LP com este título, era mais uma armação da gravadora nacional.

Este disco utiliza a capa e algumas músicas do primeiro LP oficial dos Beatles, mudando o título, mas a maioria das clássicas canções estão lá "It won't belong", "Please mister Postman", "Roll over Beethoven" (clássico do Chuck Berry), as músicas que não faziam parte do disco inicial e que foram incluídas neste LP foram, "I want to hold your hand", "She loves you" e "I saw her standing there", fica até parecendo uma coletânea e irresistível de comprar, principalmente para iniciados como eu na época.

Falar de Beatles e elogiá-los é redundância, o que se tem a fazer é tomar folêgo e ir correndo ouvir novamente o lado um do disco.

Ano de lançamento: 1964

Ano de relançamento: 1974

Ano de aquisição: 1975

Nota: Garoto muito curioso, atrás de novos sons, já ouvia falar dos Beatles, mas nunca prestava muita atenção no seu som, até que comprei este disco e não parei mais de ouvir, mas o que me tranformou em fã de carteirinha, foi uma sessão de cinema do filme "Help" que assisti no extinto cinema AIP, que ficava no décimo segundo andar de um prédio no centro daqui de Recife, o ano era 1975, o cinema era pequeno, passava bons filmes lá, chegando na sessão me deparei com uma fila no elevador, sinal do sucesso do filme, começada a sessão, eu ainda iniciado nos Beatles, verifiquei que praticamente era o único que não sabia cantar as músicas deste bobinho mas delicioso filme, o que me despertou para pesquisar sobre este maravilhoso grupo, daí em diante foi admiração pura.