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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Black Beat - Vários (LP e CD)


A coletânea Black Beat foi lançada em 1973, na esteira do sucesso da gravadora Motown, e é claro que uma major como a CBS não iria perder a oportunidade de faturar.

Apesar de não contar com os grandes artistas da época, a coletânea não deixa a desejar, amparada no sucesso "Thanks for saving my life" um soul suingado de Billy Paul, ela inclui diversos outros hits menores, em relação ao sucesso, mas que tinham o irresistível balanço da geração Motown, por este LP desfilaram artistas mais conhecidos como Harold Melvin & The Blue Notes, The Isley Brothers, The O'Jays (que vozes), com menos conhecidos como The Ebonys com a deliciosa "Sexy Ways" e Brenda & The Tabulations uma cantora a la Aretha Franklin.

Como sempre a soul music mostrando sua força.

Ano de lançamento: 1973
Ano de aquisição LP: 1974
Ano de aquisição CD: 04/1997


Nota: Este é mais um LP que herdei do meu irmão, que chegou a ficar nas paradas de sucesso aqui no Brasil, uma outra descoberta tardia, mas antes tarde do que nunca, na época nem sequer olhava para este disco, primeiro porque não era rock e depois porque era uma coletânea e para mim um álbum tinha que ser conceitual, com músicas que se interligassem e não apenas um mero desfile de músicas, adolescente tem cada coisa.

sábado, 30 de maio de 2009

LP - Nutbush city limits - Ike & Tina Turner


Sim, é ela mesma, antes de sua platinada carreira solo, a cantora das mais belas pernas do showbusiness Tina Turner, gravava com e levava muita porrada do maridão Ike Turner que além de saber bater em mulher (que feio) sabia tudo de música e com sua batida (sic) irresistível criou belas canções.

Entre uma sessão e outra de safanões, Ike e Tina entravam em estúdio e destilavam toda a adrenalina possível, produzindo discos irretocáveis como este, r&b, soul, funk, eletricidade pura, o negão pode não ter ensinado delicadeza e bons costumes para Tina, mas com certeza ensinou tudo de música, se ela, pós separação conseguiu se destacar e virar uma superstar, deve tudo a ele. Em termos musicais, nesta fase inicial, Ike pode ser comparado aos grandes da soul music (Marvin, Steve, Curtis, Wilson...).

O disco começa com a faixa título, um funk que é só eletricidade, segue com pepitas musicais de dar inveja, tem de tudo, o baixão pulsando e segurando o ritmo, os metais que eram brasa pura, baladas arrepiantes onde Tina mostra aonde aprendeu a cantar, rivaliza até com a grandiosa Aretha Franklin, e tome funk para quebrar as cadeiras, a guitarra de Ike determinando o ritmo acompanhado de um valoroso coral, soul music de primeiríssima qualidade do início ao fim do disco, quando ele termina dá vontade de ouvir novamente. Quase todas as músicas são do grande Ike.

Hoje, Tina praticamente abandonou o showbisness, deve ter se cansado de manter aquelas belas pernas e afinal, ninguém consegue manter a eletricidade eternamente (acho que só o Jair Rodrigues), pouco se ouve falar dela, o Ike faleceu em 2007, depois da separação nunca mais foi o mesmo, o estigma de violento o acompanhou pelo resto da vida e ver o seu "sparring" brilhar não deve ter feito muito bem para sua cabeça, morreu quase no ostracismo e perto da pobreza, mas quem manda não ouvir Capiba, poderia ter aprendido que "numa mulher não se bate nem com uma flor, loura ou morena não importa a cor".

Ano de lançamento: 1973
Ano de aquisição: 1974

Nota: Este discão foi comprado na época pelo meu irmão José Emilio, que de vez em quando comprava alguns discos, só que ele se interessava mais pelo r&b e soul music, eu como bom roqueiro, na época, torci o nariz para este disco e simplesmente ignorava-o, só com o passar dos anos e com a lucidez conseguida com a maturidade, foi que vim perceber que aquele disco que meu irmão deixou lá encostado era simplesmente fantástico e consegui resgatá-lo e incorporar a minha coleção, grande providência.