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domingo, 25 de abril de 2010

LP Metamorphosis - The Rolling Stones

Depois de uma sessão de discos do movimento psicodélico, nada como voltar com um disco da maior banda de rock de todos os tempos, que terminou virando lenda, por não constar da discografia oficial dos Rolling Stones. Vendido à época como um disco contendo 16 músicas inéditas do grupo, apesar de serem sobras de estúdio que nunca tinham sido lançadas anteriormente, ficando à margem, virando peça dos aficionados dos pedras rolantes. Para se ter uma ideia de como este disco ficou escanteado, só recentemente foi lançado em CD, o que tornou por muito tempo o LP numa raridade disputada a tapas pelos fãs do grupo.

Apesar de conter sobras de estúdio, o disco é puro rock’n’roll bem ao estilo dos RS, praticamente composto por composições da dupla Mick Jagger / Keith Richard, há pelo menos uma curiosidade, a canção “I’D Much rather be with the boys” tem a assinatura de Andrew Oldham, produtor dos RS com Richard, é, Mick não permitiria ser lançado em disco oficial do grupo.

O lado 1 começa com a ótima “Out of time” com sua sessão de cordas e um balanço incrível, pura soul music, a guitarra é substituída pelo violão que se integra as cordas, uma das grandes músicas dos “rebeldes” ingleses. Segue-se “Don’t lie to me” com um piano anos cinquenta na introdução e cadência musical, homenagem aos grandes mestres fundadores do rock. “Somethings just stick in your mind” com uma introdução no violão numa levada folk, para amenizar os ânimos. “Each and everyday of the year” com ares da música cigana, com castanholas e tudo, segue num ritmo mais calmo, o trompete ao fundo reforça o ritmo cigano. “Heart of stone” é um blues como só Mick sabe cantar, bem ao estilo stoneano, uma das melhores do disco, emoção e prazer puros, em seguida a já citada “I’D Much...” sem a parceria de Jagger, lembra o estilo dos grupos vocais dos anos 60. “Sleepy city” remete a sonoridade inicial do grupo, mesmo que menos acelerada, a introdução de sons de sinos no decorrer da música é o diferencial, “We’re wastin’ time” deve ter sido sobra da sobra, não acrescenta nada, para fechar o lado 1, “Try a little harder” com o pandeiro ditando o ritmo, dando sustância a este “folk rock”.

O Lado 2 começa com uma composição de Stevie Wonder & Cia, da turma da Motown, “I don’t know why”, uma soul music para arrasar, os RS foram os branquelos com mais alma negra de que se têm notícias, os caras sabiam interpretar como ninguém, um verdadeiro petardo sonoro. “If you let me” mais um “folk rock” ao estilo “Crosby, Stills, Nash & Young”, prova que eles dominavam todos os estilos. “Jiving sister Fanny” inicia com mais um dos grandes riffs de Keith, se estivesse na discografia oficial, com certeza teria feito grande sucesso, não dá para entender como uma canção como esta, com todo o apelo pop entranhado, ficou de fora dos discos oficiais, o bom e velho Keith estraçalha com sua guitarra, a próxima é uma composição de Billy Wyman, “Downtown Suzie” um esquisito blue, levado ao violão, palmas e coro, fugindo totalmente do estilo stoneano, é compreensível que tenha ficado de fora, mas não deixa de ser interessante. “Family” uma soturna balada, também fora dos padrões dos Stones, tendo como base principal o violão e piano. “Memo from turner” com uma guitarra arrepiante do grande Keith e Mick com uma ótima interpretação, fazem este acelerado blue se juntar as melhores do disco. Para fechar com chave de ouro “I’m going down” com mais uma vez Keith dominando tudo com sua guitarra.

Mesmo sendo sobras de estúdio, é mais um grande disco da maior banda de rock’n’roll de todos os tempos. Segue abaixo, foto da contra capa do disco.




Ano de lançamento: 1975
Ano de aquisição: 1976

Nota: Lembro-me que comprei este disco como realmente sendo um lançamento oficial, ainda iniciado dos Rolling Stones, as informações à época eram escassas, não havia internet, e as gravadoras faziam de tudo para vender tudo como novidade. Confesso que por muitos anos fiquei na dúvida se era realmente um disco oficial ou não, até verificar, muito tempo depois que ele não fazia parte da discografia oficial dos Stones, talvez por isso tenha deixado de lado da minha coleção. Só vim a perceber que tinha nas mãos uma raridade, quando um amigo de um amigo meu, perguntou se eu tinha este disco, e com a maior naturalidade do mundo, respondi que sim, este cara, que era maníaco pelos Stones, fez um estardalhaço tão grande, pois há anos ele tentava descobrir alguém que possuísse esta raridade, ele estava se correspondendo, nos primórdios da internet, tentando conseguir com alguém do Japão, e eu aqui, praticamente do lado dele com o disco. Das duas uma, ou ele conhecia pouca gente, ou este disco era uma grande raridade mesmo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

LP e CD Aftermath - The Rolling Stones


O que mais impressiona nos discos iniciais dos Rolling Stones, além da sonoridade jovial, era o vigor de suas composições, este foi o primeiro lançamento do grupo em que todas as músicas foram compostas pela dupla Mick Jagger e Keith Richards e convenhamos é de uma unidade impactante, mesmo quando em meio ao som vigoroso, entra baladas espetaculares como “Lady Jane” com seu solo de harpiscord de fazer você levitar em conjunto com a voz suave de Mick, o que a torna uma das mais bonitas baladas da história do rock, que o grupo canta até hoje em seus shows. O estilo inconfundível dos Stones começava a tomar forma, o que pode ser visto mesmo em músicas pouco conhecidas como a ótima “Doncha Bother me”, onde a mistura de blues e rock é perfeita, inclusive com solos de harmônica de Mick, merecia uma melhor atenção.

Este é um álbum com poucos clássicos stoneanos, “Under my thumb” que dispensa comentários e a já citada “Lady Jane”, mas recheado de canções com um alto padrão musical, o que demonstrava a excelência dos rivais dos rapazes de Liverpool, principalmente porque ao inverso dos Fab four, o som deles era mais cru, mais sujo, com pose de rebeldes.

Foi neste disco que os Stones começaram a experimentar novos instrumentos, o piano na introdução de “Flight 505”, outra pouco conhecida, era pouco usual no som deles. Há canções mais conhecidas como “Take it or leave it” e Mother’s Little Helper” e coisas como “Think” que os “muderninhos” de hoje adorariam fazer se tivessem competência para tal.

Mais um disco que vem se somar na prova de que esta realmente é a maior banda de rock de todos os tempos, basta escutar desde seus discos iniciais, como este, até os seus mais recentes.

No lançamento do CD uma surpresa, foi acrescida três novas canções, inclusive uma curiosidade, “Goin’ Home” com seus mais de onze minutos de duração, o que na época era incomum, devido à quase obrigação mercadológica de músicas com a duração máxima de três minutos, nada muito relevante. As outras duas a balançada “Out of time” digna de figurar entre as melhores do disco, e a descartável “I am waiting” que se vê agora, não fez falta no LP.

Ano de lançamento: 1966
Ano de aquisição do LP: 1976
Ano de aquisição do CD: 02/1996

domingo, 7 de março de 2010

LP The Rolling Stones Nº 2 - The Rolling Stones


Mais um da fase inicial do grupo, quando ainda contava com o "maluco beleza" do Brian Jones, é visível a jovialidade e vigor das músicas desta fase, o Brian teve uma importância fundamental para plantar a raíz do som feito pelo grupo, R&B crioulo no sangue dos branquelos, "Everybody needs somebody to love" que abre o disco é um exemplo, o batidão de guitarra e baixo é irresistível, poucos conseguiram tocar tão bem o ritmo crioulo quanto os Rolling Stones, Mick Jagger como fundo vocal para salientar a parte instrumental deu o molho necessário a este blues.

O disco segue destilando muito rock calcado no blues e R&B, a harmônica de Mick em "Down Home Girl" junto a guitarra de Brian é pura emoção. "You can't catch me" tem a assinatura de um dos grandes ídolos do grupo, Chuck Berry, particularmente para Keith Richard fonte inspiradora para seus grandes riffs, o negão realmente era demais, puro balanço, em seguida um dos clássicos do grupo "Time is on my side" que inicia arrebentando com um solo de Keith, a bateria de Charlie segura tudo e determina o ritmo. O lado A finaliza com duas composições da dupla Jagger-Richard, onde fica notório a influência do rythmy and blue americano no som do grupo, ainda longe dos grandes clássicos da dupla, era evidente a qualidade musical de ambos em compor.

O lado B, inicia com mais um rock básico a la anos 50, "Down the road apiece" balanço puro, guitarra e piano acelerados num duelo elétrico, já "Under the boardwalk" é totalmente inspirada nas canções dos grupos vocais americanos do final dos anos 50, o vocal no refrão diz tudo, apesar da inspiração, o molho dado por Charlie e Brian fazem a diferença. "I Can't be satisfied" é de mais um ídolo do grupo Muddy Waters, grande músico de blues americano, reverenciado pelos grandes grupos de rock, de uma de suas músicas foi retirado o nome que batizou o grupo. Mais uma que virou clássico "Pain in my heart" curta e bela como deve ser, recheada de ótimos solos de guitarra. Mais uma inspirada e vinda direto dos anos 50, "Off the Hook" que é também da dupla Jagger-Richard, poderia ter sido composta por qualquer um dos grupos vocais americanos, batida irresistível, Charlie comandando tudo, para finalizar, "Suzie-Q" um rock vigoroso e acelerado, mostrando a pujança dos Rolling Stones.

Rock'n'roll básico como demonstração da qualidade e potencial do som elaborado pelo grupo, que seria confirmado em futuros lançamentos e transformaria eles na maior banda de rock'n'roll do mundo.

Ano de Lançamento:1965
Ano de aquisição: 1976

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

OS DEZ MELHORES DE 1975 - INTERNACIONAL


Como já falei, todo colecionador tem um fascínio sobre lista dos melhores e como estas listas dão um trabalhão danado para elaborar, resolvi fazer uma para cada ano, não inclui necessariamente os discos lançados só em 1975 e sim os discos adquiridos no ano, então vamos lá, apesar das controvérsias.

1º - Physical Graffiti - Led Zeppelin - Músicos excepcionais, o rock pesado elevado ao status de arte. Disco histórico.

2º - Close to the Edge - Yes - Músicos excepcionais, o rock progressivo elevado ao status de arte. Disco histórico.

3º - Blood on the Tracks - Bob Dylan - Lamento, melancolia, sentido de adeus inevitável, humor malicioso, raiva e alegria em versos inteligentes emoldurados por voz e música emblemáticos.

4º - Quadrophenia - The Who - Ópera-rock sobre rebeldia, depressão e frustação com som furios e vigoroso.

5º - It's Only Rock'n'roll - The Rolling Stones - É apenas rock and roll (com a melhor banda do mundo), mas eu gosto.

6º - Young Americans - David Bowie - Branquelo inglês cantando soul como negro americano, supimpa.

7º - Sally Can't Dance - Lou Reed - O poeta das ruas em sua fase mais pop.

8º - Venus and Mars - Paul McCartney - Linha melódica de um famoso grupo, repleto de baladas elegantérrimas, classe total.

9º - Out of our Heads - The Rolling Stones - O frescor da juventude da maior banda de rock do mundo. Satisfação total.

10º - The Myths and Legends of King Arthur ant the Knights of the round Table - Rick Wakeman - O Rei Arthur através do virtuosismo do Mago dos teclados, sinfonia do rock.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

LP e CD Physical Graffiti - Led Zeppelin







Para a postagem de nº 100, um disco de cotação também 100. Há discos que entram para história por algum motivo, uma bela capa ou a inspiração de seus músicos ou algumas músicas geniais ou talvez por uma polêmica. Eu diria que este disco do Led, tem pelo menos 20 motivos para entrar na história, vejamos quais, uma excelente capa, quatro músicos geniais e 15 músicas inspiradíssimas.

Falar do Led Zeppelin, um dos grupos mais consistentes do rock mundial, que serviu de inspiração para o surgimento de zilhões de conjuntos mundo a fora, chega a ser banal, assim como Beatles e Rolling Stones, qualquer adjetivo ou superlativo é puro pleonasmo. Apesar de sua curta discografia, já que a banda se desfez após a prematura morte do melhor baterista da história do rock em todos os tempos, John Bonham (seria muito difícil encontrar um a altura, em reuniões comemorativas o Led toca com dois bateristas ao mesmo tempo e não conseguem a mesma sonoridade), nunca um conjunto de discos teve tanta unidade e tanta qualidade quanto os do Led.


O primeiro LP, deste álbum duplo, começa de maneira enérgica com "Custard Pie" levando o ouvinte a entrar no clima, seu riff na introdução nos leva a crer que Jimmy e Keith foram os melhores neste departamento, transformou-se num clássico, aliás todas as músicas do LP 1 se tornaram clássicas, "Kashimir" a maior de todas, com seus toques orientais, o teclado pegajoso e inconfundível e segurando tudo a batera do Bonham (como o cara era bom). "The Rover", "Houses of the Holy" são puro peso, a guitarra, a voz, o baixo e a bateria num uníssono nunca vistos em um grupo de rock.

É impressionante como o Led consegue colocar em um caldeirão, sons mais dispares como blues, rockabily, jazz, folk americano, folk com raízes celtas e liquidificá-los, resultando no mais puro rock'n'roll, a dupla Page & Plant conseguiram a simbiose perfeita na arte musical, tendo como escudeiros John Paul Jones e John Bonham, elevaram o rock a um patamar acima do conceito já estabelecido até então.

O LP 2, mais acústico, menos pesado, mas, não menos excelente, começa com sons orientais que remetem a um passado distante e a uma cultura desconhecida, numa sensação mágica de sonho, para logo em seguida, através de Bonham nos trazer de volta a realidade, ao presente e ao futuro, que a música do Led tão bem representava. Na instrumental "Bron-Yr-Aur" Jimmy Page prova que na mão dele, solos de violão podem ser equiparados aos de guitarra. Se no LP1 eles pegavam os diversos estilos musicais e transformavam no mais autêntico rock, neste, eles retiram do caldeirão cada estilo, e numa versão própria mostram como deve ser tocado cada estilo, com resultados excelentes, o rockabily "Boogie with Stu" é o exemplo máximo, "Black Country Woman" um blues como só Janis Joplin saberia cantar, taí um encontro que seria interessante, Janis e Led tudo a ver.

Outra qualidade a parte deste álbum é sua excelente capa que se transformou junto com a do "Abbey Road" dos Beatles como as capas mais marcantes da história do Rock, sua arte grafica permitia que tivessemos pelo menos quatro diferentes capas, devido as janelas dos apartamentos do prédio serem vazadas, permitindo que ao trocarmos as capas internas aparecessem fotos do cotidiano dos integrantes do Led, como de pessoas comuns (conforme fotos), artificio este que infelizmente foi enterrado com o advento do CD.

Acreditem ou não, mas este ainda não é o melhor disco do grupo, é a pura verdade.

Ano de lançamento: 1975
Ano de aquisição LP: 1975
Ano de aquisição CD: 01/1999

domingo, 18 de outubro de 2009

LP Rock'n'Rolling Stones - Rolling Stones



Na falta dos discos do catálogo oficial do grupo no mercado, tínhamos que nos contentar com as coletâneas que de vez em quando eram lançadas, sem muitos critérios. As vezes surgiam surpresas como esta, quando pela primeira vez apareceu em disco no Brasil a gravação do clássico "Route 66" na voz de Mick e Cia.

Esta coletânea se diferencia das demais por conter músicas menos conhecidas dos Rolling Stones, na maioria covers, com apenas uma da dupla Keith & Mick "19th Nervous breakdown" pouco conhecida, mas com a mesma qualidade das demais da dupla.

Com versões próprias das músicas dos grandes ídolos deles, o disco é uma aula do bom e velho rock'n'roll, com todo o frescor próprio do rock, com gravações entre 1965 e 1972, mostra o vigor na fase mais rock do grupo, quando ainda fazia parte o louco do Brian Jones.

O disco desfila cinco clássicos de Chuck Berry grande ídolo de Keith Richards, as mais conhecidas e geniais "Little Queenie" e "Carol" em versões "ao vivo" simplesmente fantásticas, com outras menos conhecida como "Come on", "Talkin' about you baby" e "Bye bye Johnny" (rockão vigoroso) não menos sensacionais. Outro destaque é "I Just wanna make love to you" do papa do blues Willie Dixon, numa versão que deveria transformá-los em co-autores.

Coletânea de primeira linha, para a melhor banda de rock do mundo.

Ano de lançamento: 1974

Ano de aquisição: 1975

domingo, 11 de outubro de 2009

LP Gimme Shelter - The Rolling Stones



Assim como os Beatles, os Rolling Stones também foram alvos da ganância e voracidade da indústria fonográfica da época que com os critérios mais estapafúrdios lançavam no mercado o que podiam dos dois grupos de maior sucesso, aparentemente saído apenas na Rússia e Brasil, este é mais um exemplo do que a gravadora nacional fazia para poder faturar um pouco mais em cima da maior banda de rock do mundo.

Vale a pena transcrever as notas escritas por Don Wardell (seja lá quem for este cara) na contra capa do LP (transcrevo com a grafia original).

"Você tem nas mãos um LP do maior conjunto de Rock do mundo.

Por duas razões êste álbum é fabuloso. Primeiro, porque nós reunimos alguns dos sucessos que os ROLLING STONES lançaram em seu filme GIMME SHELTER. Não se trata de trilha sonora e sim de gravações originais feitas pela DECCA.

Em segundo lugar, tôdas as músicas do lado dois dêste disco nunca foram lançadas anteriormente, de nenhuma forma, no Reino Unido. Foram retiradas de um concêrto que os ROLLING STONES deram no ROYAL ALBERT HALL, incluindo UNDER MY THUMB e SATISFACTION.

Você tem nas mãos um LP do maior conjunto do mundo.

Por que você ainda não começou a tocá-lo?"


Para os incautos como eu, garoto de quinze anos, era fácil cair nesta armadilha, até porque um disco com tantos clássicos, era difícil não comprá-lo, vale pela versão em estúdio de Gimme Shelter, bem mais blues que a usual, a gravação ao vivo deixa muito a desejar, mas, ouvir os acordes iniciais da primeira faixa "Under my Thumb" com a plateia gritando, é para entrar logo no clima e delirar junto, o resto é puro rock'n'roll.

Confesso que não sei se tenho nas mãos um disco raro, pesquisei na internet sobre ele e só consegui informação em um site americano, o disco não consta da discografia oficial dos RS, na dúvida, continuarei a guardá-lo a sete chaves.
Ano de lançamento: 1972
Ano de aquisição: 1975

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

LP e CD Fruto Proibido - Rita Lee & Tutti Frutti


"Levava uma vida sossegada, gostava de sombra e água fresca" nunca uns versos me trouxeram tantas recordações boas como estes, primeiro por me remeter a uma época em que a responsabilidade inerente aos adultos ainda passava ao largo e que vida sossegada eu levava, segundo, por que os versos pertencem a uma das músicas mais brilhantes do rock brasuca de todos os tempos, nunca se conseguiu uma integração entre arranjo, composição, letra e musicalidade quanto nesta pepita sonora, nunca uma letra conseguiu resumir tão bem um estado emocional, perfeição, na concepção da palavra, digna de um Chico Buarque, só que era Rita desabrochando toda sua excepcional musicalidade e percepção musical, que solo de guitarra, encanta até hoje, além de tudo, a mais expressiva capa para descrever uma música, ela é a própria ovelha negra, despojada, com um olhar fulminante de quem pouco tá se lixando com alguma coisa, como ela sempre foi e é até hoje.

Como se não bastasse, se fosse a única música do disco, já seria o bastante, ainda há muita coisa boa, começa com "Dançar para não dançar" clássico até hoje entre as músicas dançantes, aquele tecladinho inicial ficou na história, como Isadora, depois vem "Agora só falta você" outro clássico instantâneo, tem coisas como "Um belo dia vou lhe telefonar, pra dizer que aquele sonho cresceu" numa afirmativa mais otimista que a proferida pelo mais contestador dos Fab Four, ela deve ter telefonado para muita gente.

"Fruto Proibido" é um blues elétrico numa época em que Blues era algo tão distante quanto conseguir uma música com apenas um toque no teclado de um computador. "Este tal de Roque Enrow" sua parceria com o hoje platinado e místico Paulo Coelho, pode ser considerada como a música que mais expressa o que é este tal de rock'n'roll, de uma maneira até certo ponto humorada, o que demonstra a verve de Rita, descrevia a aflição de uma mãe vendo sua filha se "perder" dela, é a cara do rock'n'roll.

Acompanhada de uma banda azeitadíssima a Tutti Frutti que muito contribuiu para que este disco se tornasse um clássico eterno, com músicos competentes como Lee Marcucci que compôs outra pepita "Pirataria" com uma flauta digna de Ian Anderson, uma maravilha. "Luz Del Fuego" se confundiu com o personagem de tão expressiva que é, ninguém pensa na própria personagem sem pensar na música e vice e versa, a guitarra de Carlini é tudo de bom.

Este foi um disco marcante para a história do Rock Nacional, ainda hoje, o melhor de Tia Rita, não só pelas suas belas canções, mas porque Rita depontou como uma excelente artista que se mantém até hoje, quebrou as amarras que ainda a ligavam como apenas uma integrante do ótimo MUTANTES, mostrou que ela sabia muito, que tinha um futuro brilhante, comprovado pela história.

Ano de lançamento: 1975
Ano de aquisição LP: 1975
Ano de aquisição CD: 10/03


Nota: Eu como bom roqueiro só tinha ouvidos para o que vinha de fora, o que era quase uma unanimidade entre os garotos da época. Este disco foi o responsável a me fazer perceber que existia algo de muito bom em terras brasileiras, eu simplesmente me encantei com esta mulher maravilhosa, vi que o rock poderia falar minha língua e nada mais encantador para um garoto aficcionado por música do que perceber isto. Ela estava inspiradíssima e iluminada, fez um disco para ficar na história, perdi a conta das vezes que ouvi este LP, na época eu amava os Beatles, Os Rolling Stones e a Rita Lee.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

LP Evebody likes some kind of music - Billy Preston


Billy Preston alternava com Nick Hopkins os teclados dos Rolling Stones, músico de grande qualidade, nunca despontou na carreira solo, apesar de ter feito discos acima da média, muito querido no meio musical, sempre era chamado pelos Rolling Stones para gravar seus discos, sua participação no excelente "BLACK AND BLUE" foi primordial, também gravou com os BEATLES enquanto conjunto e com seus integrantes em carreira solo, além de um monte de outros artistas de renome como Bob Dylan, Eric Clapton, etc.

Este disco não obteve muito sucesso comercial na época, apesar de muito bem aceito pela crítica, dominava como poucos a Soul Music, apesar de não ser um de seus expoentes. Um disco bem eclético como já sugestiona sua capa, balanço total como se vê na melhor música do disco a meio soul, meio gospel "My soul is a Witness" e ele usava os teclados como poucos.

Ano de lançamento: 1973

Ano de aquisição: 1974

Nota: Não me lembro muito bem porque comprei este disco, afinal o garoto só tinha ouvidos para o rock, não sei se por insistência do vendedor ou por que li algo sobre ele, só sei que ele ficou encostado muito tempo e hoje vejo, que ainda bem que comprei, primeiro por se tratar de um belo LP o qual redescobri muito tempo depois de comprado e segundo, porque os discos do Billy Preston são sempre dificeis de encontrar, portanto, sem querer comprei o que se tornaria uma raridade.

domingo, 19 de abril de 2009

Show - Abril pro Rock (18/04/09)




Como faço todos os anos, este já é o décimo seguido, escolho um dos dias do festival Abril pro Rock, para ir conferir as novidades lá apresentadas, como sempre, as expectativas de bons shows sempre são confirmadas e este ano não foi diferente, o dia escolhido foi o sábado que tinha no cantor Marcelo Camelo sua atração principal, o outro dia foi o Motohead, mas aí é muito peso e prefiro a programação um pouquinho mais light, mais diversificada.

Cheguei no Chevrolet Hall, local do festival, que desde o ano passado mudou-se para lá, uma mudança acertadíssima pela produção do festival, antes era no Centro de Convenções de Pernambuco, um local inapropriado para shows, com uma acústica terrível e bastante desconfortável, era preciso muito amor ao Rock para assistir show ali, no Chevrolet Hall a acustíca melhorou um pouco, é necessário aperfeiçoar-se mais, mas pelo menos agora conseguimos entender o que os cantores estão cantando, no Centro de Convenções tinha show que você escutava apenas uma massa sonora sem conseguir distinguir nem o que os cantores cantavam nem os instrumentos.

Como ia falando, cheguei no CH, por volta das 19:30h e pelo visto o festival começou neste dia com pontualidade, pois perdi os dois primeiros shows, o THE KEITH (PE) e JOHNNY HOOKER & CANDEIAS ROCK CITY (PE), uma pena, estava curioso para conhecer a sonoridade destes dois grupos daqui de Recife, já ouvi falar neles, principalmente o Johnny Hooker, gostaria de ter assistido, fica para uma próxima, cheguei com o show do VIVENDO DO ÓCIO (BA) já começado, pelo que vi, não perdi muita coisa, duas guitarras, um baixo e bateria, apenas isso, pois é meus reis talvez vocês tenham que deixar um pouco o ócio de lado e comecem a estudar ou praticar mais, sem novidades, não empolgaram a pequena platéia presente (tomei um susto quando cheguei, parecia que seria um fiasco de público), terminado o show uma pequena pausa para a próxima atração, diferentemente do ano passado, quando não se conseguia nem respirar e já começava o outro show, eram três palcos em locais diferentes, era agilidade demais, este ano pareceu que seria diferente, pois a próxima atração usou o mesmo palco da anterior, era apenas um ledo engano.

RETROFOGUETES, também da Bahia, entrou no palco com uma vitalidade grande, guitarra, baixo e bateria, totalmente instrumental, o figurino a lá anos setenta, macacões laranjas, tipo trabalhador americano, o baixista parecia ter saído direto de Woodstock para o Abril pro Rock, também nenhuma novidade, rock instrumental de verdade foi apresentado ano passado pelo trio PATA DE ELEFANTE, uns gaúchos bons da gota serena tchê. A apresentação do Retrofoguetes prova que três bons instrumentistas somente não resolve o problema, empolgou apenas um pequeno grupo da ainda pequena platéia.

A próxima atração já foi anunciada no mesmo vapt-vupt do ano passado, a eficiência voltou ao normal e agora mais eficientepois eram dois palcos um ao lado do outro, talvez fosse interessante uma pequena pausa de uns dez minutos entre uma atração e outra, para dar uma folga aos ouvidos.

Com HEAVY TRASH (EUA) o nível melhorou e muito, este grupo é um projeto paralelo do Jon Spencer, que já se apresentou no APR há uns cinco anos atrás, com o Jon Spencer Explosion Group, uma apresentação verdadeiramente explosiva, com o HT ele veio um pouco mais calmo, mais acústico com um visual totalmente anos 50 e inspirado no grande Buddy Holly e Elvis Presley do início, as músicas com arranjos sempre lembrando as músicas feitas na decada do começo do Rock e todas sempre de qualidade, a sonoridade olhando para o passado, mas com a visão no presente, um dos destaques foi o baterista que de vez em quando precisava tirar do bolso um pentezinho de dente de elefante para conseguir acertar o que o gel dos cabelos não conseguia segurar, ele tinha no olhar a apatia de um Charles Watts e tocava tanto quanto ele, é.............., vamos dizer quase tanto quanto ele, afinal o cara é um Stone há quarenta anos e sustenta tudo lá atrás do Rolling Stones, uma lenda viva da bateria, é preciso muito para ser comparado a ele. O HT fez um show competentíssimo e empolgante, ganhou fácil a já mais numerosa platéia, música de qualidade é outra coisa.

Coube ao grupo pernambucano VOLVER a difícil tarefa de se apresentar após o HT, e quando digo logo após é poucos minutos depois, acho que menos de cinco, não seria fácil, só que a Volver já tem um público cativo que estava lá empolgados para assisti-los e os caras são realmente competentes, já tinha ouvido falar muito deles, nunca tinha assistido, e para superar música de qualidade só com música de qualidade e foi o que aconteceu, o nível continuou muito bom, com um rock muito bem tocado e algumas baladas acima da média, o Volver conquistou a platéia logo logo, tocaram uma versão de Canteiros (Fagner - Cecília Meireles) empolgante que segundo o vocalista exprime a sensação da mudança deles para São Paulo, com a música que fazem tem tudo para conquistar o resto do País, não sei porque até agora não estouraram, qualidade tem para tal.

A próxima atração veio do Mato Grosso a VANGUART que é uma das apostas do indústria fonográfica, com um cantor com ares de Bob Dylan, quando jovem, fazem uma música mais para o folk, com baladas bem balançadas, sempre com qualidade, a sua versão acelerada de "O Mar" de Dorival Caymmi, apesar de desconhecida pela maioria do público jovem, foi bem recebida e realmente ficou muito boa (Dorival com sua famosa preguiça, talvez tivesse estranhado, Dori, Danilo e Naná não), Fred 04 fez uma participação especial cantando junto com eles "LEONOR" do próprio, mostrando o respeito deles com este grande talento da música pernambucana, o show agradou ao público que já estava em bom número. Enquanto eles se apresentavam fui dar uma volta e comprar uma cerveja, afinal, como um show engata no outro , não se tem tempo para uma cerveja, só no meio do show mesmo, aliás, cerveja Nobel, só ela, ninguém merece, era a patrocinadora, o que o dinheiro não faz. Olhando a banca de cds, fui comprar o do grupo Volver por dez paus, valia a pena e vendo os outros cds, uma jovem até bonitinha, indicou a de um grupo novo daqui de Recife que nunca tinha ouvido falar, "Semente de Vulcão" ela foi tão simpática e insistiu tanto que terminou me convencendo, até porque o cd custava apenas R$ 5,00 e ela ficou toda contente e ainda foi chamar o vocalista do grupo para conhecê-lo, um meninote, espero que o gasto tenha valido a pena, depois escuto e comento.

O próximo grupo a entrar no palco foi o MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU (DF) (foto) e entraram numa eletricidade de fazer inveja, isto já era umas 23:30h e ver aquela meninada correndo de um lado para o outro do palco, era de cansar qualquer um, acho que um dos requisitos para se tocar neste grupo é ser elétrico, como acho também que antes deles entrarem em cena eles devem receber no camarim uma descarga elétrica nas veias de uns 220V, 380V, sei lá acho que de uns 690V, é muita vitalidade, só que apesar do adiantado da hora a grande maioria do público, que estava longe dos 50, por isso acompanharam com a mesma empolgação dos músicos, parecia até que o dia do festival estava começando ali, a música é bastante animada, são nove integrantes ao todo, música para dançar, o vocalista nem canta tanto, mas é tão elétrico que empolga. Assisti a eles no ano passado no Rec-Beat a empolgação foi a mesma.

Depois veio o melhor show da noite, a MUNDO LIVRE S/A comemorando vinte e cinco anos de estrada, é inacreditável que um grupo tão bom e tão importante da música brasileira, responsável pela nascimento de um dos mais fortes movimentos acontecidos musicalmente no Brasil, não seja reconhecida como tal no resto do País, eles só agora depois de mais de cinco anos é que estão gravando um cd de inéditas, não dá para entender, a música da MLSA é de altíssima qualidade, as letras de Fred 04, sempre engajadas socialmente e nunca planfetárias, só encontram paralelo nas letras de um outro grande letrista Renato Russo, o show como sempre competentíssimo, apesar da platéia sempre tão solicita ao MLSA não se empolgar tanto, afinal já passava da uma da manhã do domingo para até quem tem bem menos do que 50, principalmente depois de um show do Móveis...., mas valeu a espera, um destaque foi a presença do maestro Forró numa participação especial, ele foi apresentado por Fred 04 como o músico mais rock'n'roll que conhecia, o maestro mostrou que sabe tudo de trompete, não só forró e frevo, embelezando ainda mais as duas músicas que tocou, no restante a MLSA arrazaram, um show e tanto.

A última atração da noite era a mais esperada, MARCELO CAMELO (RJ) e entrou no palco já passava das 1:30h do domingo, entrou numa sonolência só, este era o primeiro show que assisti dele na carreira solo, por isso não sei se esta malemolência é típica dele ou se antes ele contou alguma estória de ninar para sua namorada Malu Magalhães e por isso ficou meio molinho, apesar de competente, o show só empolgou aos fãs de carteirinha (que eram muitos) que cantavam todas as músicas, como se eles próprios tivessem escritos, com uma banda de feras e azeitadíssima, o show estava mais para se assistir sentado num teatro e não para se assistir em pé e como última atração de uma maratona de mais de sete horas de música, o de Lobão no ano passado nas mesmas condições foi mais empolgante. O Marcelo ainda tocou dois bis, quase dormindo, acho que ele queria mesmo era estar do lado da Malu Magalhães.

No saldo final, valeu a pena mais um ano do Abril pro Rock, a fórmula está certíssima e como sempre os produtores escolhem muito bem as atrações, falta apenas melhorar a infraestrutura no que se refere a bebida e comida, as pouquíssimas opções deixaram muito a desejar, um único fabricante de cerveja, é dose e nenhuma caipirinha é mais dose ainda, melhorar mais ainda a acústica, pois o resto foi tudo beleza.

VIDA LONGA PARA O ABRIL PRO ROCK.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

LPs Alladdin Sane / Pinups - David Bowie



Com Aladdin Sane, David Bowie mostra ao mundo o grande artista que figuraria entre os melhores das próximas decadas, depois de um álbum simplesmente primoroso o "Ziggy Stardust", ele aparece com um disco cheio de nuances, troca o tecladista Rick Wakeman (sim, ele próprio) por Mike Garson que pontua quase todo o disco com toques magistrais, Bowie conta neste disco com o guitarrista excepcional Mick Ronson, responsável pela excelência de quase todas as músicas. O álbum abre com "Watch That Man", que é Bowie claramente bebendo das águas dos Rolling Stones, um rock and roll simples, selvagem, rápido. A próxima faixa é uma obra prima, o título da canção, "Aladdin Sane" é na verdade um trocadilho com a frase "A lad insane", um rapaz insano, ao lado do nome, existe três datas em parênteses, 1913 - 1938 - 197?, os primeiros dois anos tem em comum serem anos vésperas do inicio da Primeira e Segunda Guerra Mundial, respectivamente. É apenas natural supor que a terceira lacuna, especula sem determinar a véspera da Terceira Guerra Mundial ( ainda bem que ele não acertou), o piano de Mike Gorson é simplesmente espetacular. Em Panic in Detroit ele cita Che Guevara. Outro destaque do disco é a versão de "Let´s Spend The Night Toghether" de Mick Jagger e Keith Richards, se na versão dos Rolling Stones a música era mais compassada e com conotações totalmente heterosexuais, Bowie faz uma versão mais elétrica e como um bom polemista, tenta impor uma visão homosexual a música, Mick Ronson arrasa na guitarra. "The Jean Genie" é totalmente Mick Ronson com riffs de guitarra hipnóticos e a voz de David emulando tudo, e que voz, cristalina, uma das maiores vozes do Rock mundial.

Com o estrondoso sucesso dos discos anteriores "Ziggy Stardust" e "Aladdin Sane", David Bowie já tinha virado um superstar reconhecido mundialmente, não parava de fazer shows pelo mundo e estava em turnê ininterrupta desde o lançamento do "Ziggy Stardust" com sua banda os "Spiders from Mars" e como bom camaleão do Rock, ele precisava de mudanças e resolveu fazer um disco só de covers como o "Pinups".

Na contra-capa, Bowie conta que as canções haviam sido escolhidas entre as bandas que ele mais amava e via os shows, em Londres, entre 1964 e 1967, são covers de bandas expoentes do rock, como The Who, Pink Floyd, Yardbirds e The Kinks. Bowie usa muito o sax que o acompanhou por diversos outros discos. É um disco vigoroso, mas não tão fascinante nem inspirado como os anteriores, hoje é considerado um disco "menor" pela maioria dos críticos, mas até um disco "menor" de Bowie fica acima da média, a voz continua ótima como sempre.

Uma curiosidade, na capa, Bowie posava com a modelo Twiggy que fez muito sucesso nas passarelas da época.


Ano de lançamento: 1973 / 1974
Ano de aquisição: 1974



Nota: A descoberta de David Bowie foi um grande salto qualitativo no aprimoramento musical de meus ouvidos, com ele descobri a dimensão que o Rock poderia ter, os ouvidos acostumados apenas com Alice Cooper, perceberam que a música poderia ser mais ampla, depois de ler sobre Bowie, me lembro quando na loja de disco ouvi o álbum Aladdin Sane, fiquei simplesmente vidrado, definitivamente Bowie tinha tomado o lugar de Tia Alice e se perpetuou por toda minha vida como um dos preferidos na música, aqueles que tiverem a paciência de acompanhar este Blog, verão que muito de Bowie será comentado, quase toda sua discografia, desde os primórdios até os dias atuais, Bowie mostrou que a música era superlativa. VIVA BOWIE.

Vou comentar dois discos por postagem quando eles forem próximos, nem sempre será assim e infelizmente não comentarei todos os meus discos, serão os principais (que já são muitos), fiz umas contas que se comentasse um disco por dia (o que não tenho tempo) acabaria em 2025 esta leva, isso sem contar os que seriam adquiridos até lá, vamos ver até onde isso vai.